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As maiores mentiras que você acredita sobre alimentação (e como isso te prende no mesmo ciclo)

  • Foto do escritor: Izabella Rios
    Izabella Rios
  • 1 de abr.
  • 3 min de leitura

Atualizado: 27 de jul.

Dificuldades no emagrecimento, a terapia ajuda a emagrecer de forma saudável

Se você cresceu em um ambiente onde se falava muito sobre "corpos perfeitos" e comentários constantes sobre dieta, pode ser que, em algum momento da sua vida, você passou a acreditar que:

  • Você precisa se controlar o tempo todo

  • Não pode "sair da linha"

  • Tem que ser disciplinada sempre

  • Pensar e desejar comida é errado

  • Se comer “errado”, estragou tudo

  • Só vai se sentir bem e ser feliz quando emagrecer

  • Precisa começar “direito” na segunda (principalmente se sair do plano no fim de semana)

  • Se não fizer perfeito, não adianta de nada


Mulher, se você se identificou com várias dessas frases, isso não é coincidência. Antes de qualquer coisa, você precisa entender: você não acredita nessas ideias à toa. Elas foram aprendidas, repetidas e reforçadas ao longo da sua vida.


Com o tempo, deixaram de ser só frases e viraram regras que guiam suas escolhas alimentares...

E tudo isso parece fazer sentido, não é? Porque foi isso que te ensinaram e que hoje é ainda mais reforçado na sociedade e nas redes sociais. E aí, se você não as segue, fica parecendo que o problema é você. Mas, na realidade o verdadeiro problema é o ciclo do exagero ou da compulsão alimentar:

Ciclo da compulsão alimentar

Geralmente, quem acredita nessas ideias já tentou de tudo: tentar se controlar mais, começar de novo (várias e várias vezes), evitar certos alimentos ou grupos alimentares, ser mais “focada”, parar de pensar em comida... E mesmo assim, parecer que sempre volta pro mesmo lugar.


Isso costuma vir acompanhado de uma autocrítica ferrenha e um pensamento bem doloroso: “eu não consigo mudar, sempre estrago tudo”.


Mas o ponto não é que você não consegue mudar! É que você não está olhando para algo que é profundo e complexo, e fazendo uso de estratégias simplistas que não consideram sua individualidade.


O que era para ser cuidado com sua saúde vira uma cobrança constante:

  • “Eu tenho que me controlar”

  • “Eu não posso errar”

  • “Eu preciso fazer direito dessa vez”


E aí você entra num padrão muito comum:

  • Ou tudo perfeito, ou tudo perdido

  • Ou controle total, ou culpa

  • Ou “agora vai”, ou frustração


Esse padrão 8 ou 80 não é falta de força de vontade, mas uma relação negativa com a comida que foi construída ao longo do tempo.


"Se controlar mais” não resolve

Pode parecer contraintuitivo, mas quanto mais você tenta se controlar, pior é. Afinal:

  • Mais você pensa em comida

  • Mais rígida fica sua relação com a alimentação

  • Maior é a chance de exagerar ou ter episódios de compulsão alimentar depois


E aí o ciclo se repete, reforçando ainda mais a ideia de que o problema é você.


O que precisa mudar (de verdade):

Nos meus atendimentos, o que eu vejo não tem a ver com “falta de disciplina”, e, sim, com falta de (auto)compreensão.

A mudança (e o real autocuidado alimentar) começa quando você entende:

  • Seus gatilhos alimentares pessoais

  • Quais pensamentos estão por trás do seu comportamento alimentar

  • Porque alguns padrões se repetem, mesmo quando você tenta fazer diferente


Afinal de contas, não é só sobre comida...


É sobre a sua relação com a comida e, mais ainda, é sobre a forma como você se relaciona com você mesma.


Na Terapia Cognitivo-Comportamental, a gente não foca só no comportamento alimentar; a gente olha para o que sustenta esse comportamento: suas emoções, seus pensamentos, sua história de vida...


Porque mudar não é só “saber o que fazer”. É entender por que você faz o que faz e construir estratégias mais saudáveis, mais leves e mais sustentáveis.



Se você se identificou com esse ciclo, tenta lembrar: isso não começou agora. Isso foi aprendido e, justamente por isso, pode ser modificado (sem tanta rigidez e sem viver entre controle e culpa).

Se você sente que está presa nesse padrão, eu posso te ajudar: vem entender como a terapia pode transformar sua relação com a comida!



 
 
 

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Izabella Rios Psicóloga de Mulheres
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