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Você não precisa colocar a sua vida em espera para emagrecer

  • Foto do escritor: Izabella Rios
    Izabella Rios
  • 19 de fev.
  • 3 min de leitura

Emagrecer não significa deixar de aproveitar a vida


É muito comum que a ideia de passar por um processo de emagrecimento venha acompanhada de uma sensação de perda: de prazer, leveza, felicidade e vida social. Para muitas mulheres, emagrecer é sinônimo de entrar em um período triste e semgrça: comer comida sem graça, evitar encontros e eventos sociais, cortar alimentos gostosos, enfim... basicamente dizer não para tudo o que dá prazer.


É como se a vida só pudesse começar de verdade depois que o corpo mudar.


Essa lógica não surge do nada. Durante anos, aprendemos que o emagrecimento exige sacrifício extremo e que, para alcançar determinado corpo, seria necessário fazer "sacrifícios" e abdicar do que te faz bem e alegre. O prazer é, muitas vezes, tratado como inimigo do emagrecimento, como algo perigoso que deve ser controlado ou, até mesmo, eliminado. O problema é que, se você segue essa lógica, você fica sem saúde mental e física, assim como não aprende a ter equilíbrio. Você só aprende a ressitir e exigir cada vez mais de si mesma.


Quando o processo de emagrecimento é baseado em restrições severas, você vai mesmo emagrecer... por um tempo. Mas, como você não aprendeu a lidar com a comida de forma consciente; a reconhecer sinais de fome e saciedade; a fazer escolhas com intencionalidade, você não aprendeu a incluir os alimentos em sua dieta com parcimônia.

Você aprendeu a se proibir e evitar aquilo que, simplesmente, podia fazer parte da sua alimentação desde que fizesse isso com cuidado.



É aí que o ciclo de culpa e exagero começa...

Após um período de controle rígido e muitas restrições alimentares, você pensa que “agora está liberada” para faltar aos treinos e comer o que quiser e quando quise. A comida que antes era proibida passa a ser consumida sem atenção, muitas vezes no automático e de forma exagerada. Não porque você "perdeu o controle" e deixou de ser "disciplinada", mas porque nunca se deu a chance de desenvolver uma relação saudável com os alimentos, sempre colocando-os em caixinhas de "proibidos" e "permitidos".

O resultado? Efeito sanfona: o peso perdido volta e, junto, a culpa, a frustração e a ideia de que “fracassei de mais uma vez”.



Esse vai e volta constante entre restrição e exagero não afeta apenas seu corpo e sua saúde física. Ele também afeta sua saúde mental, sua autoestima e seu amor próprio. É aí que você começa a duvidar da própria capacidade, da própria disciplina, da própria relação com a comida e a pensar que não tem "força de vontade" como aquela blogueira que acompanha nas redes ou a amiga que emagreceu e manteve o emagreccimento.



Você passa a acreditar que só consegue emagrecer se estiver se punindo e compensando, e que não pode confiar em si mesma quando há prazer envolvido.


Mas emagrecimento saudável e sustentável não envolve deixar o prazer de lado...

E é aí que a terapia pode entrar!

Você pode aprender que é possível comer de tudo, com cuidado e presença.

  • Quando não existem alimentos proibidos, eles deixam de ocupar um espaço tão grande na mente e na sua vida;

  • Quando não há regras rígidas, não há necessidade de restringir ou "compensar";

  • Quando a comida deixa de ser um prêmio ou uma ameaça, ela volta a ocupar o lugar que deveria ter desde o início: ser parte da sua vida, não o centro dela.




Talvez, no fim das contas, a pergunta não seja se comida é fonte de prazer, mas:

Por que me ensinaram que só posso viver plenamente depois que emagrecer?



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